domingo, 30 de abril de 2017

Mangue-cerrado-towm


Goiânia depois de agosto vira o inferno
Seca
Quente
Corpos suados dentro do eixo-anhanguera
Os shoppings refrescam quem pode pagar
Eu fujo do calor na esquina mais imunda da cidade
Bebo cerveja, falo alto, como pastel frito na mesma gordura há 30 anos
Eu nunca quis levar ninguém lá
Lá é sujo, lá tem barata, não tem garçom
Eu nunca quis ter companhia de ninguém
ali onde era o meu buraco
Mas quis você
Te convidei pra entrar, sentar e tomar uma cerveja
Como um caranguejo no mangue

Convidei você para acasalar no barro
Sujos de lama
O sol queima menos nossos corpos  

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